Você já tentou pedir uma automação simples pro time de TI da sua empresa?
Se sim, você sabe a história: “Vai levar 3 meses, tem 5 projetos na fila, vamos colocar no backlog do Q3.”
Três meses para automatizar um processo que te rouba 2 horas por dia. Faz sentido? Não. Mas era a realidade, até aparecer o Low-code.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO
A revolução silenciosa que ninguém te contou
Nos últimos 3 anos, algo mudou radicalmente no mundo corporativo.
Empresas que antes precisavam de meses (e orçamentos de 6 dígitos) para desenvolver software interno agora estão fazendo isso em dias. Equipes de marketing lançam seus próprios dashboards. RH cria sistemas de onboarding. Vendas automatiza follow-ups complexos.
Tudo isso sem depender de programadores.
Os números não mentem:
- O mercado de plataformas low-code/no-code deve chegar a US$ 187 bilhões até 2030
- 65% das empresas já usam alguma ferramenta LCNC (Gartner, 2024)
- Startups estão validando MVPs em semanas em vez de meses
E o mais importante: isso não é mais coisa de startup tech. É supermercado automatizando estoque, escritório de advocacia criando sistema de contratos, clínica médica montando CRM próprio.
A democratização do software chegou. E está acontecendo agora.

POR QUE ISSO IMPORTA
O que muda para você (e pro seu negócio)
Vamos direto ao ponto: velocidade virou vantagem competitiva.
Enquanto sua empresa espera 4 meses por uma funcionalidade nova, seu concorrente já testou 3 versões diferentes e descobriu o que funciona.
Para empresas:
Antes: Ideia → reunião com TI → especificação → fila de desenvolvimento → 3-6 meses → lançamento
Agora: Ideia → arrasta e solta na plataforma → testa com clientes reais → ajusta → 2-5 dias
Não é só mais rápido. É mais barato, mais flexível e coloca o poder na mão de quem realmente entende o problema: as pessoas que trabalham no processo todo dia.
Para profissionais:
Se você trabalha em qualquer área que depende de processos repetitivos, low-code é sua carta de alforria.
- Marketing: Cria landing pages, automações de email, dashboards personalizados
- Vendas: Monta CRMs customizados, automações de follow-up, relatórios em tempo real
- Operações: Desenvolve sistemas de controle, workflows complexos, integrações entre ferramentas
- RH: Constrói portais de colaboradores, automação de onboarding, sistemas de avaliação
Você deixa de ser “o cara que pede para TI fazer” e vira “o cara que resolve”.
COMO ISSO FUNCIONA NA PRÁTICA
Low-code não é Excel turbinado (é bem mais que isso)
Vamos desmistificar: low-code não é arrasta-e-solta amador.
Plataformas modernas como Bubble, OutSystems, Retool, Airtable e Zapier permitem criar desde automações simples até aplicativos completos com banco de dados, autenticação de usuários, integrações com APIs e lógica de negócio complexa.
Exemplo real:
Uma startup de logística precisava de um sistema para rastrear entregas em tempo real.
Orçamento com agência de desenvolvimento: R$ 80 mil + 4 meses
Solução low-code (Bubble + Airtable): R$ 300/mês + 3 semanas
Mesmo resultado. Diferença brutal de tempo e custo.
E sabe o melhor? Quando precisam ajustar, fazem na hora. Não entram em fila de TI.

OS RISCOS QUE NINGUÉM FALA
Nem tudo são flores (e você precisa saber disso)
Low-code está revolucionando o mercado. Mas como toda ferramenta poderosa, tem suas armadilhas:
1. Shadow IT descontrolado
Todo mundo na empresa criando sistemas próprios sem governança pode virar um pesadelo de segurança e integração. Dados sensíveis podem vazar. Sistemas críticos podem quebrar.
Solução: Estabeleça regras claras sobre o que pode (e não pode) ser feito sem validação de TI.
2. Vendor lock-in
Muitas plataformas prendem você no ecossistema delas. Migrar depois é caro e complicado.
Solução: Prefira plataformas com capacidade de exportação e integrações abertas.
3. Limitações técnicas
Low-code resolve 80% dos casos. Mas se você precisa de algo muito customizado ou com performance extrema, pode bater no teto.
Solução: Use low-code para MVPs e validação. Se a demanda crescer, migra para código tradicional onde fizer sentido.
O QUE FAZER AGORA
Como começar (do jeito certo)
Você não precisa virar especialista em low-code amanhã. Mas precisa começar a testar. Porque seus concorrentes já estão.
Passo 1: Identifique um processo chato
Pensa em algo que:
- Consome tempo do seu time
- É repetitivo
- Envolve copiar dados entre sistemas
- Poderia ser automatizado mas “TI nunca teve tempo”
Passo 2: Escolha uma ferramenta para começar
Para automações simples: Zapier, Make (Integromat)
Para dashboards e bancos de dados: Airtable, Notion
Para aplicativos web completos: Bubble, Softr
Para ferramentas internas: Retool, Internal
A maioria tem plano gratuito. Comece sem gastar nada.
Passo 3: Construa, teste, ajuste
Não tenta fazer perfeito de primeira. Faz funcional. Testa com usuários reais. Melhora com base no feedback.
É assim que se valida rápido.
Passo 4: Escala com governança
Deu certo? Ótimo. Agora documenta, envolve TI para validar segurança, e transforma isso em padrão.
CONCLUSÃO
A pergunta não é “se”, é “quando”
Low-code não é uma tendência passageira. É a nova realidade.
Empresas que dominam essas ferramentas estão se movendo 10x mais rápido que as que ainda dependem de desenvolvimento tradicional para tudo.
A boa notícia? Você não precisa ser programador para participar dessa revolução. Só precisa começar.
A má notícia? Seus concorrentes provavelmente já começaram.
E aí, vai ficar esperando TI ter tempo ou vai resolver você mesmo?
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Fontes
- Gartner – “Forecasts Worldwide Low-Code Development Technologies Market to Grow 20 Percent in 2023”
- McKinsey & Company – “Low-code/no-code: A way to transform shadow IT into a next-gen technology asset”
- Forrester Research – “The Low-Code Market Could Approach $50 Billion by 2028”
- Userguiding
- Harvard Business Review – Sobre “Citizen Developers” & low-code
FAQ
São plataformas que permitem criar sistemas e automações com pouco ou nenhum código, usando interfaces visuais.
Não. Ele complementa o desenvolvimento tradicional e acelera MVPs e automações internas.
Sim, desde que exista governança de TI, controle de acessos e políticas de segurança.
Sim. É possível criar desde automações simples até sistemas completos com banco de dados e login.
